sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Fórum renova debate sobre economia regional em São Joaquim da Barra


Economista Antonio Vicente Golfeto
Crescimento e desenvolvimento econômico são algumas das principais preocupações das pessoas atualmente. Há um processo de interiorização dos recursos econômicos e financeiros, que buscam cidades menores que reúnem condições ideais de desenvolvimento de negócios. Municípios ou regiões que saem na frente ao melhorar sua atratividade para esses negócios podem fazer a diferença a partir de agora.

Este é um dos temas que estará presente no debate promovido pelo Fórum de Desenvolvimento Econômico e Social da Alta Mogiana em São Joaquim da Barra. O evento, promovido pela Fremaprev (Frente Parlamentar Mista de Defesa de Desenvolvimento Econômico e Valorização do Trabalho) e Associação Comercial e Industrial de São Joaquim da Barra será realizado no dia 29 de setembro, às 19h30, no Salão de Eventos Elmaz Badran Chaul.

Entre os convidados para o Fórum está o economista e comentarista Antonio Vicente Golfeto, diretor do Instituto de Economia Maurílio Biagi, da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto. O ex-prefeito de São Joaquim da Barra, Lair Lorevan Deieno, também será um dos debatedores, falando sobre a industrialização da cidade.

Pesquisa realizada pela “Folha de S. Paulo” mostrou que cidades menores agora estão no radar de empresas que, antes, tinham como alvo municípios com mais de 500 mil habitantes. Empresas como construtoras e concessionárias de automóveis de luxo já vêm considerando cidades com até 100 mil habitantes como foco de negócios.

“O critério de população é uma referência, não uma regra fechada, mas serve de ponto de partida na avaliação para abertura de negócios. Fatores como renda e potencial de consumo vêm em seguida na elaboração do estudo de viabilidade”, informa a reportagem, publicada no dia 16 de setembro.

Manifestando-se tal fenômeno em outros setores da economia, cidades menores podem entrar na mira de grandes investidores ávidos por mercados desenvolvidos, com poder de compra crescente da “nova” classe média, alavancado pelas facilidades de crédito incentivadas pelo Governo.

A região da Alta Mogiana, que tem no Fórum uma plataforma de debate de propostas para seu desenvolvimento, pode se preparar para um futuro de crescimento baseado em qualificação de mão-de-obra, incentivo aos pequenos e médios empreendedores e legislação municipal que favoreça a implantação de empresas, entre outras medidas.

Projeto regional
Com apoio da Faculdade de Orlândia – FAO – e do jornal A Voz, o Fórum em São Joaquim da Barra deverá ser um divisor de águas no debate sobre a economia da região. Defensor de um amplo projeto regional de desenvolvimento, o diretor da FAO, Luiz Eduardo Lacerda dos Santos, acredita que o evento terá impacto sobre o pensamento do empresariado, das autoridades e dos trabalhadores. “Temos de unir as forças da sociedade em prol de uma visão inovadora para que todos possam crescer e se beneficiar das melhorias que buscamos”, afirma.

Focado nos municípios de São Joaquim da Barra, Orlândia, Nuporanga, Sales Oliveira e Morro Agudo, o Fórum deverá ser realizado até o final do ano, com previsão de mais duas reuniões. “O debate é importante para descobrirmos novas ideias e meios de promover a integração das cidades dentro um projeto que pode beneficiar toda a população”, afirma o diretor do A Voz, Josué de Carlos.

As palestras e o debate serão transmitidos ao vivo pela rádio Liderson AM. O Fórum é aberto a toda a população, com vagas limitadas. Os interessados devem confirmar presença na ACI de São Joaquim ou no jornal A Voz. O Fórum já pode ser acessado por meio de um blog criado para receber comentários e promover o debate. Ele pode ser acessado no endereço forumaltamogiana.blogspot.com.

Serviço

Fórum de Desenvolvimento Econômico e Social da Alta Mogiana
Data: Dia 29 de setembro, às 19h30
Local: Salão de Eventos Elmaz Badran Chaul – Rua Armando Colombini, 33 – Jardim Santa Lúcia – São Joaquim da Barra
Entrada Franca – Convites limitados podem ser reservados no Jornal A Voz (3818-0302) ou na Associação Comercial e Empresarial de São Joaquim da Barra (3818-1256)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Educação Especial e inclusão de pessoas portadoras de deficiências


Professor Guilheme Nonino Rosa

Estamos comemorando a Semana de Educação Especial, e a pergunta que fica é, será que nossas escolas conseguem promover a Educação Especial desenvolvendo toda a potencialidade de nosso alunado?

É certo que hoje temos vivenciado a preocupação de todos os envolvidos em criar uma escola inclusiva que promova muito mais a inclusão do que somente a integração desses portadores de necessidades especiais e que se tornam para nós necessidades educacionais.

A inclusão é um processo social que leva todas as crianças ao processo de escolarização baseando-se no processo normal de alfabetização e isso levará à integração da criança a comunidade ao qual esta inserida. Infelizmente ainda há resistências, que muitas vezes tem origem no preconceito, na falta de informação e na flexibilização do projeto educacional da escola para acolher esses alunos no âmbito escolar.

Ninguém foi habilitado em sua formação acadêmica para trabalhar com o novo, o Analista de Sistema foi forjado a desenvolver softwares para pessoas normais, o engenheiro para projetar prédios sem rampas ou elevadores especiais.

Toda mudança desses paradigmas deve acontecer primeiro nas famílias, elas são os protagonistas da inclusão de seus filhos especiais, elaborando planos construtivos de socialização. No âmbito escolar, ampliar as discussões e debates sobre essa nova modalidade, e preparar projetos amplos para se adaptar a essa realidade, desde a formação de profissionais de todas as áreas e em especial os que estão ligados a docência.

A escola precisa ser um campo aberto a união de todos os povos, uns aprendendo dos outros seus modos de comportamento e seus estilos diferenciados de vida. Trabalhar nos sentimentos de ansiedade e insegurança dos educadores facilitará o apoio ao filho, à família e a acomodação benéfica de todos, evitando desgastes e conflitos emocionais.

Guilherme Nonino Rosa é professor na ETEC Alcídio de Souza Prado

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Governo do Estado libera R$ 120 mil para Hospital Santo Antonio

Américo Alves, Engler e Flávia Gomes na assinatura do convênio
O Hospital Beneficente Santo Antonio assinou, terça-feira, convênio com o Governo Estadual para liberação de R$ 120 mil. A assinatura do convênio ocorreu no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, com presença do governador Geraldo Alckmin, da vice-prefeita de Orlândia, Flávia Gomes, do deputado Roberto Engler e do presidente do Hospital, Américo Alves.


Em junho, o deputado Roberto Engler, que levou adiante a necessidade do Hospital, obtendo o compromisso do Governo, esteve em Orlândia para anunciar a indicação na Assembléia Legislativa. Com este convênio, o deputado Engler soma R$ 570 mil em recursos destinados ao Hospital Santo Antonio.

A verba será utilizada para fins de custeio e deve chegar aos cofres da instituição em no máximo 45 dias. “Essa é a maior necessidade dos hospitais atualmente, principalmente em virtude da defasagem entre o que é pago pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e o custo verdadeiro dos procedimentos e consultas”, disse o deputado Engler.



Engler afirmou, em entrevista publicada em seu site oficial: “Essa é uma parceria que já tem um tempo razoável de existência. Por meio da Doutora Flávia tivemos a honra de nos aproximar de uma instituição que presta um valioso serviço à comunidade Orlândia e reconhecemos nisso uma virtude de nosso trabalho na cidade, pois é uma atuação com reflexos claros e diretos na vidas das pessoas”.

Engler enfatizou defesa feita por Flávia Gomes para essa liberação e tantas outras em prol do Hospital Beneficente Santo Antonio e das demais instituições da cidade. “Flávia está sempre atuando em parceira conosco e a sua preocupação com a melhoria da comunidade é evidente”, acrescentou.

“Tudo o que a cidade precisar e que eu puder ajudar, basta falar com a Flávia”, disse Roberto Engler em sua última visita a cidade. “Tenho orgulho imenso de ser companheiro da Flávia”, reiterou. Flávia Gomes disse que os recursos do Estado devem beneficiar a população de Orlândia de modo geral. “É um hospital com grande atendimento”, afirmou.
Secretário Paulo Alexandre Barbosa e Flávia Gomes
Fórum de Desenvolvimento
O Fórum de Desenvolvimento Econômico e Social da Alta Mogiana também foi assunto durante a visita de Flávia Gomes ao Palácio Bandeirantes. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Paulo Alexandre Barbosa, foi convidado a participar do Fórum em Orlândia. “Quero participar, sim”, disse à vice-prefeita.
Secretário de Turismo Márcio França e Flávia Gomes
O secretário de Turismo, Márcio França, também foi convidado a participar do Fórum – que terá sua próxima reunião em São Joaquim da Barra. “Temos de acertar as agendas, pois os secretários têm muitos compromissos”, disse Flávia. França reafirmou à vice-prefeita que os municípios devem enviar seus projetos para a área de turismo, pois há possibilidade de aprovação.

Durante o Congresso do Comam (Consórcio dos Municípios da Alta Mogiana), realizado em Franca em junho, França anunciou diversas possibilidades de projetos de interesse para a região.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Crescimento econômico passa por educação, qualificação profissional e legislação

Flávia Gomes na abertura do Fórum de Desenvolvimento
Uma legislação apta a atrair investimentos mediante incentivos fiscais, amplos e estruturados distritos industriais, qualificação de mão-de-obra, vontade política e social são alguns dos fatores que podem promover o crescimento da região. O Fórum de Desenvolvimento Econômico e Social da Alta Mogiana, realizado quinta-feira, 1º de setembro, em Orlândia, reuniu cerca de cem pessoas dispostas a debater quais os caminhos a serem trilhados pela região para alcançar o tão sonhado desenvolvimento.

Coordenadora regional da Fremaprev (Frente Parlamentar Mista de Defesa de Desenvolvimento Econômico e Valorização do Trabalho), Flávia Mendes Gomes, vice-prefeita de Orlândia, acredita que o Fórum é o início de um processo que deve incluir todos os setores da sociedade. “Sem participação de todos, inclusive do Poder Público, não é possível pensar em desenvolvimento econômico ou social”, acredita. “Orlândia, como outros municípios, enfrenta problemas sérios. É necessário que a sociedade civil organizada se levante para mudar este estado de coisas”, disse.

“Tenho grande confiança de que muito pode acontecer a partir deste Fórum”, afirmou Flávia Gomes. As lideranças presentes, tanto políticas como econômicas e sociais, precisam pensar no futuro e também no presente, incentivou a vice-prefeita. “O desemprego, que desagrega famílias, precisa de soluções urgentes”.
Luiz Eduardo Lacerda dos Santos, da FAO
O diretor da Faculdade de Orlândia – FAO –, Luiz Eduardo Lacerda dos Santos, um dos apoiadores do Fórum, destacou “Participando desta iniciativa, a FAO confirma sua vocação para a formação e capacitação profissional das pessoas da região. Participar deste processo é construir uma região melhor, com oportunidades para todos”. Lacerda dos Santos considerou o debate produtivo. “É uma indicação do que devemos pensar para o futuro da Alta Mogiana”.
Ediclelson de Oliveira (ACEO)

Mercado exigente
“Vemos a cada dia a dificuldade para os empresários manterem seus negócios“, disse presidente da ACEO, Ediclelson de Oliveira. Ele lembrou que, em épocas de alta demanda por mão-de-obra, o município atraiu grande número de trabalhadores, mas hoje, estão com suas famílias desempregados e desqualificados para o mercado exigente e restrito.

Oliveira considerou o resultado do debate “fantástico”, em que os objetivos, inclusive para presença de público, foram alcançados. “É do debate que surgem as ideias. O Fórum não é o momento de apresentação de propostas, mas para apontar e discutir problemas”, acredita. Na sua opinião, outros eventos deverão ser realizados com maior participação popular. “Creio que as pessoas compreenderam o que é desenvolvimento, obtendo elementos para formação de opinião e para pensar no futuro da região”.
Deputado Dr. Ubiali, Flávia e Edicleson de Oliveira
Os deputados federais Dr. Ubiali e Dimas Ramalho, que compareceram ao evento, disseram que a Alta Mogiana está no caminho correto ao promover o debate sobre desenvolvimento. “Acompanhei todas as reuniões para estabelecer este Fórum”, lembrou. “Fico maravilhado por este evento, pois vejo como a ideia prospera e temos pessoas que realmente querem participar. A cidade precisa e quer a solução de seus problemas”, afirmou Ubiali.
Lekel, Dimas Ramalho e  Dr. Ubiali, Flávia e Ediclelson
Ramalho elogiou o evento coordenado pela vice-prefeita Flávia Gomes, que deverá se repetir em outras cidades da região. “Você, Flávia, merece nosso respeito por trazer todo esse pessoal para debater o desenvolvimento da região”. O deputado deu depoimento sobre as mudanças nas exigências do mercado de trabalho. “Minha geração precisava de poucas coisas para ter um bom emprego. Hoje, a qualificação é essencial, e a competição será cada vez maior”.

Valéria Passaglia, apresentadora do Fórum
Organizado pela Fremaprev, com apoio da Associação Comercial e Empresarial de Orlândia (ACEO) e da Faculdade de Orlândia, o Fórum iniciou uma série de debates que busca ideias e propostas para o desenvolvimento econômico da região. As palestras foram do ex-prefeito Steven Eriksen Binnie, “Estevão”, do vice-presidente da Facesp (Federação das Associações Comerciais e Empresariais de São Paulo), João Carlos Cheade, e do engenheiro Sanderley Fiusa. O debate contou com mediação do sociólogo Anderson Ricardo Cornelian, professor da FAO, e apresentação da assessora Valéria Passaglia.
Público assiste à abertura do Fórum Econômico
O Fórum reuniu empresários, políticos, educadores e trabalhadores de Orlândia e região. Entre os presentes estavam os vereadores Edson Rodrigues Vieira e Sebastião Atílio da Silva, o ex-vereador Davanir de Freitas, o administrador do Hospital Santo Antonio, Lekel Anderson de Oliveira, o presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico do Município, Veidson Carvalho Brandão, e o representante da empresa Sina, Ademir Acorci.

Fórum propõe novas discussões sobre o crescimento econômico da Alta Mogiana

Durante o Fórum de Desenvolvimento Econômico e Social da Alta Mogiana, o ex-prefeito de Orlândia, Steven Eriksen Binnie, Estevão, enfatizou que Orlândia está entre as cidades mais industrializadas da região. “É esta característica que cria uma grande classe média que poucas cidades têm”. 

Segundo ele, a busca pelo desenvolvimento passa, necessariamente, pelo empenho das forças políticas e sociais da própria região e da cidade. “Desconheço uma grande empresa da região que tenha vindo de fora; todas foram criadas por famílias empreendedoras daqui mesmo”, afirmou. Para ele, não se pode pensar em atrair investimentos, quando, na verdade, o que se deve é incentivar o empreendedorismo local, com a busca de novas oportunidades de negócios.


“Não existe outro caminho para o Brasil senão investir na educação de seu povo”, diz Estevão. “Estou cansado de ver políticos dizerem que a educação é prioridade sem que isso aconteça de fato”. Mas alertou que as empresas não podem depender do Estado para se manterem no mercado, ou mesmo expandirem seus negócios. 

“Não podemos depender de uma elite protegida por um Estado para desenvolver sua economia”, disse. “É preciso ter competência para competir em nível internacional e produzir aquilo que tem mercado”, disse. Segundo ele, a educação vai gerar uma nova elite “por merecimento, e não herança”.

Estevão chamou a atenção para o que considera um “mito”. “Dizem que os empresários locais impedem a entrada de novas empresas para que não haja disputa por mão-de-obra e consequente majoração de salários. Isso é absurdo”.
Estevão, Cheade, Cornelian e Fiusa no debate do Fórum 

Ação do Poder Público

O desenvolvimento econômico e social passa pelo Poder Público – prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais. “Todo desenvolvimento precisa de regras e leis, que são feitas por esses políticos, dos quais temos de cobrar para alcançar nossos objetivos”, afirmou vice-presidente da Facesp (Federação das Associações Comercias e Empresariais de São Paulo), João Carlos Cheade.


A qualificação da mão-de-obra para o setor da construção civil, segundo Cheade, é uma das formas para aumentar o nível de emprego – ao menos da população egressa da atividade rural, hoje reduzida, principalmente, pela mecanização das lavouras. 

O empresário acredita, porém, que qualquer iniciativa precisa de parceria com o Poder Público Municipal. A detecção da vocação econômica da Alta Mogiana e a qualificação dos micro-empreendedores são apontadas como opções de crescimento. “Mas é preciso que haja apoio e parceria com a Prefeitura”, cobrou.
Estevão durante sua explanação sobre desenvolvimento
Planejamento e resultados
Especialista em desenvolvimento com passagens por organizações como BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e OEA (Organização dos Estados Americanos), o engenheiro Sanderley Fiusa apresentou uma série de projetos de planejamento estratégico que resultaram no crescimento econômico de cidades como Montevidéu (Uruguai), São Paulo (revitalização do Centro), Guarulhos, Piracicaba e Manaus (Amazonas).

Segundo ele, existe uma metodologia a ser seguida para planejar e estruturar o desenvolvimento, que envolvem pesquisa de mercado e geoprocessamento, que resultam no que classifica como “lógica urbana”. “A cidade é um agente ativo na definição do ciclo mercadológico urbano. A lógica urbana traduz a relação de uso da cidade diante dos anseios e comportamentos da demanda”, explica.

Fiusa defende a criação de distritos industriais amplos, pois verifica-se que empresas têm demandas por grandes áreas. “Conheço empresas que buscam grandes lotes para suas plantas fabris”, afirmou. Outra questão é a implantação de uma legislação que privilegie o investimento na cidade, ampliando os incentivos ao capital produtivo. “Negócios ligados à tecnologia da informação e ao Pré-Sal estão em alta no mercado. A Petrobrás, por exemplo, não cresce mais por falta de pessoal e fornecedores”, afirma.

Cana-de-açúcar
O jornalista Chéster Martins, diretor da Orlândia Rádio Clube – ORC – criticou proprietários de terras pelas extensas áreas plantadas com cana-de-açúcar. “A cana é boa para Sertãozinho, Morro Agudo e Buritizal, por exemplo, pois são cidades que possuem usinas de açúcar e álcool. Orlândia é uma ilha cercada por canaviais por todos os lados, mas não é beneficiada”, disse. “A cidade vai mal, não cresce”, enfatizou.

A ampliação do Distrito Industrial é uma das propostas do jornalista para atrair investimentos, além de destinar maiores incentivos mediante leis específicas. “Uma grande área para implantação de empresas, com 200 hectares, por exemplo, não custaria muito para a Prefeitura, que poderia pagar em alguns anos”, disse Martins. Ele também acredita que uma ampla campanha de marketing, mostrando as vantagens de investimento em Orlândia, poderia ter resultado.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Fórum debate economia e desenvolvimento regional da Alta Mogiana


O Fórum de Desenvolvimento Econômico e Social da Alta Mogiana será realizado no dia 1º de setembro, às 19h30, no Espaço Flor de Lis, em Orlândia. Trata-se de um evento voltado para discutir propostas e projetos sob o tema Desafios e Soluções para o Desenvolvimento Regional. 

Empresários, comerciantes, políticos, autoridades, trabalhadores e acadêmicos participarão debater assuntos sobre crescimento econômico, geração de renda e vocação econômica regional, entre outros.

O debate terá quatro participantes: o empresário e ex-prefeito de Orlândia Steven Eriksen Binnie, “Estevão”, o vice-presidente da Fecesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo), João Carlos Cheade, o engenheiro Sanderley Fiusa, especialista em desenvolvimento urbano e ex-diretor do ProCentro São Paulo, e o economista Carlos Justino de Souza, professor da ETEC Pedro Badran, de São Joaquim da Barra. A mediação será do jornalista Murilo Pinheiro, editor da revista Revide.


"União faz a força"
“Estamos reunindo pessoas da região, que conhecem a economia regional, e também de fora, que trazem com novos conceitos, definições e ideias”, diz o diretor da Faculdade de Orlândia – FAO, Luiz Eduardo Lacerda dos Santos. “O objetivo é sempre o desenvolvimento regional”, afirma em entrevista à Orlândia Rádio Clube (vídeo).

Defensor da ideia de que “a união faz a força”, Lacerda dos Santos acredita que o desenvolvimento e o crescimento econômico virão de um projeto comum às cidades da região – Orlândia, São Joaquim da Barra, Nuporanga, Sales Oliveira e Morro Agudo. “Só a sociedade mobilizada pode criar o seu futuro”, atesta, lembrando que a discussão está aberta a todos.


Perfil comercial
O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Orlândia, Ediclelson de Oliveira, acredita que “é o momento de discutir ideias”. “A participação do empresário é importante para fomentar a economia local e regional”, afirma.

Segundo ele, Orlândia, por exemplo, vem exibindo um perfil cada vez mais comercial. A análise é baseada em dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho) relativos a junho deste ano. “Hoje, Orlândia é a cidade da região que tem maior número de empregados no comércio com carteira assinada, excetuando Franca”, revela.

Oliveira acredita que cada cidade possui características próprias, que devem ser levadas em consideração no debate de eventuais propostas. “A indústria de transformação emprega muito mais em São Joaquim do que em Orlândia. Temos empresas sólidas, e precisamos saber o que fazer para melhorar nossa indústria”, afirma.

O Fórum de Desenvolvimento Econômico e Social da Alta Mogiana é realizado em parceria pela Associação Comercial e Empresarial de Orlândia, Faculdade de Orlândia e Fremaprev (Frente Parlamentar Mista de Defesa de Desenvolvimento Econômico e Valorização do Trabalho)

Fórum de Desenvolvimento Econômico e Social da Alta Mogiana – Dia 1º de setembro, às 19h30. Espaço Flor de Lis (Rua 1, 935 – Centro – Orlândia) - Entrada franca

sábado, 27 de agosto de 2011

“Uma mentira dita mil vezes acabará como uma verdade?”


Guilherme Nonino Rosa

A frase acima foi afirmada por Joseph Goebbels, quando era comandante da máquina de propaganda nazista e exercia severos controles sobre a população através do domínio das instituições educacionais e dos meios de comunicação.

Devido a seus dotes de falar bem, tornou-se um dos líderes políticos mais destacados no meio nazista, e usou todo o seu poder de persuasão para apoiar a guerra e o extermínio dos Judeus, usando a habilidade de transparecer as ideias Nazistas como um meio de salvação extraordinária.

Será que isso lembra algo hoje? Há um movimento forte de pessoas que querem o poder de qualquer forma, sejam onde estiverem ou a que estiverem ligados, e estão usando métodos parecidos ou iguais ao narrado acima, para tentar manipular pessoas e grupos em seu favor próprio.

Um exemplo claro são alguns meios de meios de comunicação: usam de mentiras repetidas para formar verdades forçadas, e submetem à população a responsabilidade de instaurar uma guerra contra seus alvos, sejam políticos, religiosos, éticos ou outros.

Instigam a violência de pessoas contra pessoas, de grupos contra grupos, ferem a dignidade pessoal, entrando nos lares de famílias para revelar assuntos particulares. É a forma correta de uso do poder, definido pela sociologia; a habilidade de impor a sua vontade sobre os outros, mesmo se estes resistirem de alguma forma.

A realidade é preocupante: quem se torna evangelizado por esses meios, perde sua ética e lucidez, e se deixa manipular inescrupulosamente em troca de favores ou bens de pequeno valor pessoal. O que fazer para combater essa praga?

É preciso a união de todos em torno do crescimento social, econômico e sustentável, usando tudo de bom que a educação e a formação técnica humana têm a oferecer, romper com métodos retrógrados e que só geram violência, e buscar na união fraterna dos homens o equilibro da razão e do uso do bom senso.

Guilherme Nonino Rosa é professor na ETEC Alcídio de Souza Prado

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Fórum busca novas alternativas para desenvolvimento econômico da região


Em tempos de alta competitividade de mercados, municípios de todos os tamanhos e vocações econômicas se lançam na disputa por investimentos que garantam empregos, renda, crescimento. O desenvolvimento econômico e social faz parte dos anseios de todo brasileiro, haja vista as boas perspectivas proporcionadas pela conjuntura econômica.

A Região da Alta Mogiana visa ao crescimento mediante implantação de políticas desenvolvimentistas baseadas em suas fortalezas e necessidades. Fomentar o debate e o surgimento de propostas é o objetivo do Fórum de Desenvolvimento Econômico e Social da Alta Mogiana, cuja primeira reunião será realizada no dia 1º de setembro, em Orlândia.

O debate será em torno do tema Desafios e Soluções para o Desenvolvimento da Alta Mogiana e deverá reunir empresários, trabalhadores, políticos e acadêmicos com o propósito de iniciar um estudo sobre quais as melhores oportunidades de negócios para a região. “O Fórum é uma estrutura apartidária que busca formas de empreender mudanças na economia da região mediante uma nova visão sobre suas vocações econômicas”, explica o diretor da Faculdade de Orlândia – FAO –, Luiz Eduardo Lacerda dos Santos.

“O Fórum é uma excelente plataforma de debates sobre o crescimento de Orlândia, algo de que tanto necessitamos”, afirma o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Orlândia, Ediclelson de Oliveira. Ele atesta que a participação de comerciantes e empresários da cidade é fundamental para a busca de novos caminhos para o maior desenvolvimento econômico.

Elaborado pelo núcleo regional da Frente Parlamentar Mista de Defesa de Desenvolvimento Econômico e Valorização do Trabalho (Fremaprev), o Fórum pretende ser permanente no debate de ideias, propostas e programas que atendam às aspirações econômicas da região abrangida: Orlândia, São Joaquim da Barra, Nuporanga, Sales Oliveira e Morro Agudo. Estas cidades representam 132.821 habitantes e um PIB (Produto Interno Bruto) de R$ 2,25 bilhões (segundo dados da Seade-2008), sendo sedes de algumas das mais importantes empresas do setor de agronegócios.

Fórum de Desenvolvimento Econômico e Social da Alta Mogiana – Dia 1º de setembro, às 19h30. Espaço Flor de Lis (Rua 1, 935 – Centro – Orlândia)


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Rampa


Do alto desta encosta em que cederam
a fibra dos meus olhos, o meu claro
silêncio vertebrado de palavras
sólidas e também a minha infância;

em que, sobre joelhos eucarísticos,
testemunhei o fluxo da mentira
enquanto o vinho azul me entorpecia
aos poucos com o medo de perdê-lo,

não me despeço. Parto. Vou embora.
Ao cesto de papel deixo a gravata
descolorida pelo sol de cal.

Porões ainda existe – e governam,
mas hoje estendem notas de dinheiro
em vez de músculos no pau-de-arara.

(Poema de Eugênio Bucci, publicado na Folha de S. Paulo em 21 de agosto de 2011)

Justiça

Eugênio Bucci: poemas
O que a lei
não redime
é o crime
com defeito.

Se bem-feito
ou bonito,
o defeito
talvez rime
com direito.

Se prefeito,
ora, o crime
é a lei.

(Poema de Eugênio Bucci, publicado na Folha de S. Paulo em 21 de agosto de 2011)

Orlândia recebe cursos do Via Rápida Emprego


Professor Guilherme Nonino Rosa

O Via Rápida Emprego é um programa do Governo do Estado de São Paulo, coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, que oferece cursos básicos de qualificação profissional de acordo com as demandas regionais. O objetivo é capacitar gratuitamente à população que está em busca de uma oportunidade no mercado de trabalho ou que deseja ter seu próprio negócio.


Podem participar do programa pessoas maiores de 16 anos, alfabetizadas e que residam no Estado de São Paulo, e a prioridade será para candidatos que estejam desempregados, jovens matriculados no ensino médio nas escolas públicas estaduais, idosos, pessoas com deficiência, beneficiários dos programas estaduais de transferência de renda Ação Jovem e Renda Cidadã, reeducando em regimes semiabertos e egressos do sistema penitenciário.

Em Orlândia, os cursos acontecerão na ETEC Prof. Alcídio de Souza Prado, na Avenida 10, 1100, no período da tarde, e o primeiro curso será de Assistente Contábil, iniciando em 29 de agosto. E não para por aí: com o término deste, inicia-se o curso de Recepção e Atendimento.

Os cursos têm duração de dois meses, e o aluno recebe todo o material apostilado, lanche diário e R$ 120 para efeitos de transporte. Além disso, caso esteja desempregado, recebe uma bolsa mensal no valor de R$ 210 durante o período de estudo.

As inscrições são feitas exclusivamente no site do programa http://www.viarapida.sp.gov.br/, e lá se encontram os cursos disponibilizados para nossa região, lembrando que os mesmos são disponibilizados segundo as necessidades identificadas nas bases de informações do Emprega São Paulo, da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Estado de São Paulo; do Cadastro de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho e Emprego; dos diagnósticos de emprego elaborados pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e demandas municipais, podendo até ser solicitado pelo Poder Executivo da cidade.

Participei do lançamento deste programa em São Paulo, na ETEC Parque Belém, antiga Febem-Tatuapé, e me deparei com um investimento ímpar do Governo do Estado de São Paulo na formação de mão-de-obra qualificada. Além das ETECs, FATECs e escolas técnicas parceiras, o Governo está adquirindo doze carretas que serão adaptadas para receber os cursos. No dia do lançamento, uma delas estava exposta e praticamente pronta para rodar pelo Estado.

Guilherme Nonino Rosa é professor de informática do Centro Paula Souza na ETEC Prof. Alcídio de Souza Prado em Orlândia e na ETEC de Ituverava

Governador Geraldo Alckmin no lançamento do Via Rápida Emprego

Alckmin no lançamento do Via Rápida Emprego, em São Paulo

Cursos do Via Rápida Emprego serão em todo o Estado 

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A importância do Acolhimento Familiar

Rodrigo Alves defende Famílias Acolhedores em Orlândia
Lar, doce lar. Toda criança e adolescente tem direito à convivência familiar e comunitária. Está lá, no Estatuto da Criança e do Adolescente. Mas, quando abandono e violência entram em cena, alguns lares deixam de ser doces, e a criança precisa ir morar, ainda que temporariamente, em outro lugar.

Até há pouco tempo, essa nova casa se resumia a um abrigo. O movimento mundial de Acolhimento Familiar, entretanto, oferece outra possibilidade: inserir esses meninos e meninas em famílias acolhedoras, que cuidam deles como um parente muito bem-vindo. No tempo certo, volta para a casa dos próprios pais.

O programa caminha para virar política pública e já existe de forma muito bem sucedida em diversas cidades brasileiras, como em Franca, por exemplo, pertinho de Orlândia. Em geral, a acolhida dura no máximo dois anos, período em que a família de origem recebe assistência para se restabelecer. Quando a criança vai embora de sua casa temporária, claro, o coração de mãe aperta, mas nada que não compense a vivência.

O sentimento de humanidade, de estar contribuindo para o desenvolvimento mais saudável de uma criança são os maiores benefícios relatados pelas famílias, diz Adriana Pacheco da Silva, do Centro de Formação da Terra dos Homens, ONG especializada no assunto. Uma experiência de compaixão e amor ao próximo ao alcance de muitos. Fica a pergunta: e no seu coração de mãe e de pai, ainda cabe mais um?

Pensando nisso e levando em consideração a inexistência de abrigo municipal para crianças em situação de risco em nossa cidade, protocolei em julho de 2011 na Câmara Municipal uma sugestão de Anteprojeto de Lei, com a Lei em anexo, para criação do Programa Família Acolhedora em Orlândia.

A lei, por ser de iniciativa do Poder Executivo, depende da aprovação do Prefeito Municipal e, portanto, cabe à Câmara aprovar o Anteprojeto e enviá-lo ao Prefeito para que este o transforme em Lei, devolvendo-o à Câmara para ser aprovada, e somente assim, entrar em vigor. Desta forma, não basta que a Câmara aprove o Anteprojeto, é necessária a aprovação do Prefeito para que a idéia se transforme em realidade.

Considerando o bem-estar físico e psicológico das crianças vítimas de maus tratos e afastadas do convívio da família de origem e a colocação adequada dos menores em situação de risco em ambiente saudável no seio de uma família (o que proporcionará a esta criança uma forma mais digna e benéfica ao seu desenvolvimento psicossocial até que seja estabilizada sua situação jurídica), este programa se faz necessário, e por isso a luta da sociedade na sua aprovação deve ser contínua.

Sou pai adotivo de uma criança que ficou sob os cuidados de uma família acolhedora na cidade Franca-SP, e conheço de perto os benefícios e reflexos positivos no desenvolvimento físico, cultural e social deste programa aos menores em situação de risco. 

O acolhimento em uma família irá produzir nas crianças um conforto emocional muito maior do que o abrigamento, uma vez que contarão com o afeto e carinho de famílias caridosas e comprometidas no bem-estar das crianças, tornando muito mais eficaz seu retorno às famílias de origem ou servindo como apoio e adaptação menos traumática a uma futura adoção.

Rodrigo Alves é advogado em Orlândia

Rodovia Altino Arantes terá recapeamento


Deputado Roberto Engler e Clodoal Pelissioni, do DER
Rodovia Altino Arantes: problemas e acidentes
 O DER (Departamento de Estradas e Rodagem) abriu processo seletivo para definição da empresa que vai executar a recuperação de 52 quilômetros da Rodovia Altino Arantes, no trecho entre os municípios de Batatais e Morro Agudo, passando por Sales Oliveira e Orlândia até o fim do ano. A obra tem custo estimado de R$ 65 milhões.

O edital da licitação foi publicado no Diário Oficial do dia seis de agosto. Além de recapeamento, a estrada terá ainda a construção de faixas adicionais e a pavimentação de acostamentos. O trecho foi dividido em dois lotes distintos. O primeiro do quilômetro 51,6 ao 79,5 e o segundo do 79,5 ao 103,8. 

“A partir de agora, aguardamos os prazos legais do processo para que a recuperação seja iniciada”, disse o deputado Roberto Engler (PSDB), que tem lutado pela obra e havia antecipado a informação da licitação depois de audiência com o superintendente do DER, Clodoaldo Pelissioni.

O prazo para entrega de propostas das empresas que desejam participar do processo seletivo termina no dia doze de setembro. A previsão inicial de início das obras é para o começo do ano que vem. “Essa é a estimativa para que não haja nenhum imprevisto. Quem sabe ainda este ano já não teremos o prazer de ver máquinas na pista”, afirmou o parlamentar.

Engler tem trabalhado pela demanda, em especial municiado pela  vice-prefeita de Orlândia, Flávia Mendes Gomes, pela vereadora de Batatais, Marilda Covas, e pelos vereadores Flávio Bueno de Camargo e Juliana da Floricultura, de Morro Agudo. “Esses entes políticos, companheiros em seus municípios, nos relatam a importância dessa obra”, diz.